Já é de se imaginar que quem quer conforto e comodidade, não escolhe como destino das suas férias um país como o Laos.
Costumo dizer que gosto de viajar para lugares onde que eu possa vivenciar as experiências reais, que a população local vive. Não sou muito chegada em mundos da fantasia, inventados para turistas.
Então, teoricamente, eu não deveria reclamar da experiência vivida nesse último sábado.
Bom, o segundo destino no Laos, foi uma cidade chamada Vang Vieng, onde a principal atração é o tubing, uma descida do rio de bóia.
Para ir de Luang Prabang a Vang Vieng, compramos a passagem para o ônibus VIP. Chegando na rodoviária, e só de olhar o jeitão do ônibus já saquei que não era assim tão VIP. Mas não tinha idéia ainda do perrengue que vinha pela frente.
O ônibus, que estava marcado para sair às 8h, saiu depois das 9h e ainda parou no posto para abastecer.
O motorista era um cara que vestia uma camiseta com um nome de uma cachaça, e usava chinelo de dedo. Medo.
Cinto de segurança zero, e os padrões de higiene, tão rigorosos quanto os de segurança: o ônibus tinha crosta de sujeira por todos os lados.
Como sabíamos que a estrada era sinuosa, já nos prevenimos com um Dramin.
Mas a situação estaria boa demais, se o ar condicionado funcionasse! O ônibus não tinha janelas e o ar condicionado estava quebrado, algo desesperador, considerando o calor de mais de 30o, e uma viagem de 8 horas de duração.
Fiquei pensando que esse ônibus deveria ser VIP na década de 50, e desde lá não passou por nenhuma manutenção, e por nenhum banho. Esqueceram, obviamente, de mudar o nome.
Na segunda parada do ônibus, por volta das 14h, quando o termômetro deveria estar marcando uns 35o., enquanto o ônibus estacionava, vi da minha janela um freezer de sorvetes da Kibon. Era como se fosse uma miragem. Mas tive vontade de chorar quando abri o freezer e vi que estava desligado. E pasme, não tinham nem agua gelada para vender.
Pra completar, quem disse que alguém avisou quando chegamos ao destino? Não fomos avisados ao chegar na cidade, e quando me dei por conta, já tínhamos passado do ponto de descida há 3 km. O jeito foi pedir carona na beira da estrada.
Confesso que fiquei um tanto quanto mau humorada, sem entender que diabos vim fazer nesse país! Resolvi botar a culpa no Leonardo.
Estou ainda me perguntando como será o ônibus não VIP, e sinceramente, prefiro nem saber!
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