E por incrível que pareça, a
sensação de conhece-las não foi algo muito confortável.
Em primeiro lugar,
porque muitas delas carregam uma expressão de sofrimento no rosto, e embora
muito enfeitadas, na verdade estão em meio a pobreza. Em segundo lugar, porque
a principal forma de subsistência é a venda dos artesanatos. Como é inevitável
que você sinta vontade de fotografa-las (no meu caso então, nem se fala!), subtende-se
que como retribuição você deva comprar alguma coisa. Me senti realmente mal com
isso, e dei 20 baths para todas que fotografei, e elas ficaram bastante gratas.
O motivo de usarem as argolas, dizem, é principalmente
como uma proteção no caso de ataques de tigres que rondam as matas, mas também para
manter a atratividade, já que com as argolas elas se assemelham ao dragão, um ícone
da cultura deles. O peso dessas argolas é algo espantoso. Peguei
uma miniatura e fiquei chocada.
Além das Karen, o nome correto é
esse, passamos por outras tribos vizinhas, que também seguem suas próprias tradições e vivem de seus artesanatos.







