quarta-feira, 30 de maio de 2012

Long Neck Women

Ficar cara a cara com as long necks me parecia uma coisa de um mundo distante – não que não seja! – mas, de repente isso virou realidade.



E por incrível que pareça, a sensação de conhece-las não foi algo muito confortável. 
Em primeiro lugar, porque muitas delas carregam uma expressão de sofrimento no rosto, e embora muito enfeitadas, na verdade estão em meio a pobreza. Em segundo lugar, porque a principal forma de subsistência é a venda dos artesanatos. Como é inevitável que você sinta vontade de fotografa-las (no meu caso então, nem se fala!), subtende-se que como retribuição você deva comprar alguma coisa. Me senti realmente mal com isso, e dei 20 baths para todas que fotografei, e elas ficaram bastante gratas.




O motivo de usarem as argolas, dizem, é principalmente como uma proteção no caso de ataques de tigres que rondam as matas, mas também para manter a atratividade, já que com as argolas elas se assemelham ao dragão, um ícone da cultura deles. O peso dessas argolas é algo espantoso. Peguei uma miniatura e fiquei chocada.

 


Além das Karen, o nome correto é esse, passamos por outras tribos vizinhas, que também seguem suas próprias tradições e vivem de seus artesanatos. 
 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Programa de Índio? To dentro!

Saí com um guia maluco e mais uns 10 gringos para dormir na casa dos Lahu, uma das comunidades que vivem no alto da montanha. Pulei a parte do trekking, pois estava um pouco mal do estômago nesses dias – e me senti bastante fraca para encarar uma subida que o guia chamou de “very hard”, ainda mais com uma mochila nas costas! Peguei carona com um motoboy (rs..) amigo do guia e realmente a subida era muito íngreme. Tanto, que em algumas partes eu precisei descer da moto.

Cheguei lá e esperei o resto da turma que chegou num estado deplorável. Depois todos começaram a se acomodar, sentamos em circulo e o guia foi a atração da noite: ele tocou violão a luz de velas, algumas músicas cantava em inglês, outras em tailandês, fez algumas mágicas, e colocou na roda um joint. A partir daí não me proibiu de tirar fotos.



A noite foi numa cama beeem desconfortável, com um travesseiro que mais parecia um tijolo, tanto no quesito formato quanto maciez, as condições de higiene, daquele jeito: não tinha chuveiro e nem papel higiênico! Eu, como sou muito limpinha tomei uma banho de torneira. E as refeições - que prefiro não saber como eram preparadas - foram servidas no mesmo chão onde os cachorros passavam e a gente colocava o pé cheio de lama! Como dizia o próprio guia: oh my buddha!




No dia seguinte, encarei a caminhada, mas agora era descida. Passamos por uma cachoeira, fizemos um rafting convencional e outro pedaço no bamboo, e depois disso, voltei finalmente para o conforto do hotel!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Thai Cooking Class!

Definitivamente não sou muito chegada numa cozinha, então resolvi encarar essa mais por curiosidade mesmo, e até que aprendi algumas coisas!

O dia começou no mercado, onde a gente comprou alguns ingredientes para os pratos. É como se fosse o mercado municipal deles. Tem umas coisas bem esquisitas, como escorpião, barata e gafanhoto crocantes (alguém servido?), peixes vivos num aquário mega apertado (coitadinhos), e até uma menininha, que não devia estar à venda!



Depois seguimos para a fazenda, onde tiramos outros ingredientes da horta. E aí começamos a preparar os pratos. As coisas que preparei até que ficaram bem gostosas, mas são tantos ingredientes locais, que acho que a parte mais difícil será encontra-los no Brasil.

domingo, 27 de maio de 2012

Chiang Mai: templos e massagens!

Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia e situa-se numa zona montanhosa. Devido à sua tradição religiosa e história milenar, a cidade possui cerca de 300 templos budistas. A maioria deles se concentra na old city, e eu encarei uma bela caminhada debaixo do sol, pra conhecer alguns deles. Como são muitos, muitos mesmo (um a cada quadra), peguei umas dicas do lonely planet pra visitar os principais!

Quando cheguei no templo mais importante da cidade, o Wat Phra Singh, estava tendo uma mobilização enorme, e os guardas espantando os turistas pra fora. Logo entendi o motivo: a princesa da Tailândia estava chegando para uma visita. Depois da saída dela, o templo foi liberado!

Sei que a princesa deu trabalho para os monges, depois que foi embora, era um vai e vem deles carregando coisas.

Bom, esse templo tem tamanha importância por conter o corpo embalsamado (não sei se é o termo correto) de um reverenciado monge, em posição de meditação. Achei sinistro... uma evocação danada!


No jardim atrás do templo, diversas mensagens relacionadas ao budismo. Muitas lições.


Nos templos só se entra descalço, com calças e blusas que cubram os ombros. Por isso, carreguei o dia todo na bolsa uma roupa extra, que vestia apenas para entrar nos templos! Além do Wat Phra Singh, o que mais gostei foi o Wat Chedi Luang. Tambem fui no mais antigo, o Wat Chiang Mai.



Quase na mesma proporção de templos, estão as opções de lugares para fazer massagem. Hoje fiz uma bela escolha: fui até a penitenciaria feminina, onde as detentas fazem massagens e o dinheiro que recebem fica guardado para quando saírem da prisão. O ambiente era ótimo, as massagistas muito carismáticas e a massagem foi a melhor que já fiz aqui na Tailândia. O preço, um pouco abaixo do que é cobrado usualmente: uma hora de massagem por 180 Baths, o que corresponde a uns R$12,00. Acabei deixando 200 baths, e mesmo assim, é muito pouco.

Mas enfim, pra fazer massagem, não precisa procurar muito. As oportunidades estão literalmente no meio da rua!



quarta-feira, 23 de maio de 2012

E a oferenda à princesa Phranang é um....

No dia que alugamos um caiaque e fomos remando até a Phranang Beach, nos deparamos com uma caverna, onde tem umas oferendas. Cheguei mais perto para ver o que era. Lá dizia que as pessoas da vila acreditam que o espírito da princesa Phranang abita naquela caverna, e que os pescadores, antes de saírem para o mar, pedem à princesa boa sorte. Como retribuição, deixam no santuário flores e incensos, e pênis de todas as cores e formatos! Isso significa prosperidade e fertilidade.

Interessante perceber como um mesmo elemento pode ser interpretado de tantas formas diversas. O Léo comentou do catolicismo, que enxerga sexo como pecado. Pois é, cada ponto de vista, é a vista de um ponto! To think about...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ton Sai Beach

Ton Sai, em Krabi, foi a praia escolhida pelo Léo para passarmos uma semana. Nada mal. Ton Sai é uma praia um pouco isolada, onde só se chega de barco. Energia elétrica é por gerador, das 6 p.m às 6 a.m (minha única reclamação é que o ventilador deixa de funcionar as 6h da manhã!).

A beira mar é repleta de bares totalmente roots. Todos eles com decks e almofadas espalhadas pelo chão, nas quais as pessoas confortavelmente se encostam pra tomar uma cerveja, ignorando que talvez essas almofadas não sejam lavadas há alguns anos! O som é reggae e a regra que os chinelos devem ficar do lado de fora, 100% respeitada!

A maioria das pessoas que vem para cá estão interessadas em escalar. Mas essa não é muito minha praia. Minha praia mesmo é a praia! Então fiquei por aí...no ultimo dia nos divertimos remando um caiaque para as praias mais próximas. Por essas imagens é possível sentir um pouco da atmosfera de Ton Sai!


A noite é possível contemplar um céu exageradamente estrelado, que com as rochas iluminadas ao redor da praia compõem uma paisagem fascinante.
Melhor do que isso, só quando levamos o violão pra praia e mato a saudades de ouvir o Léo tocar Chico, Vinicius, Toquinho e companhia!

Nosso hotel de 13,00 a diária: