sábado, 14 de novembro de 2009

E acabou.



Me apaixonei por esse país, e na verdade isso vai muito além de todos os programas turísticos sensacionais e das paisagens deslumbrantes. Pra mim, isso aqui tem um significado muito maior, e não é a toa que faz tanto tempo que eu queria vir pra África. Sinto muito amor por esse povo e por esse lugar. Black is beautiful. Adoro o jeito deles de se vestir, de falar, de cantar, de tocar, de carregar o bebe! E me pego contemplando as pessoas pela rua, coisas bastante prosaicas, que talvez outros turistas nem percebam. E não percebem mesmo, pois eu convivi com outros turistas. Mas eu acho lindo.
Também acharia fotograficamente interessante a China, a Índia, o Peru, mas é diferente. Vai além. Não tenho dúvidas que vivi aqui em alguma vida passada, por que me sinto totalmente à vontade. É como se eu tivesse matando as saudades! Por diversas vezes me emocionei nesse lugar. E se eu pudesse, mudaria minha passagem de volta pra daqui um ano. Tranquilamente. Porque tem muita coisa que eu ainda queria fazer por aqui.
Hoje acho que a minha motivação de morar em outro pais, passa por uma vontade de transformar alguma coisa. E aqui é o lugar certo. Não quero saber de morar num lugar onde o IDH é o maior do mundo, onde tudo funciona perfeitamente e simplesmente eu só tenha a desfrutar. Se for pra morar fora de novo, eu quero chegar num lugar onde eu enxergue uma placa de “work in progress”, onde eu perceba que tem muita coisa pra mudar, e que nesse contexto eu possa encaixar um tijolo, tapar um buraco, por que é isso que vai me deixar realizada. É isso que faz sentido hoje na minha vida.
Acho que ainda volto. Mas por enquanto, é no Brasil que tenho coisas a fazer.

Valeu pessoal por ter acompanhado todas as aventuras sul africanas! Adorei ter todos vocês perto de mim.

Safari at Kruger National Park !









Kruger National Park é a mais famosa reserva de animais selvagens da África. É lá que moram 147 espécies de mamíferos, 550 espécies de pássaros, 114 de répteis, num espaço de 2 milhões hectares (330 km de norte a sul), com 335 espécies de árvores. E eu fui lá conferir!

Day 1
Hoje foi só um aperitivo de safari. Chegamos as 17h, depois de um dia inteiro de viagem. Quase 600 km de Johannesburg até aqui. Pegamos o carro do safári pra dar uma volta durante o por do sol, e alguns bichos já apareceram pra dar boas vindas! Espetacular!

Day 2
Let’s safári! Primeiro dia de game. Faz sentido que o safári seja chamado de game, pois é como se fosse. O objetivo é ver o maior numero possível de animais, principalmente os Big Five. Os Big Five são: búfalo, rinoceronte, elefante, leão e leopardo. Lista dos bichos que eu encontrei hoje: rinoceronte, búfalo, elefante, girafa, zebra, cheeta, hipopótamo, babuínos, antílopes de todas as qualidades. Ainda não vi o rei leão!















A noite chegou finalmente um brasileiro por aqui pra me fazer companhia! Minha cabeça tava explodindo de eu tentar entender tudo o que os ingleses e os irlandeses tavam falando.

Day 3
Segundo dia de game, e os leões resolveram aparecer! I saw the BIG FIVE! O leopardo é o mais difícil de todos de ver. Ele tava no galho de uma arvore, escondido entre as folhas.
Alem de ver todos os bichos, hoje foi um dia de cenas fantásticas!
1. Todo mundo junto! Elefante, antilopes, zebra e leão. Leão perto dos antilopes?! Todos ficaram ansiosos pra que tivesse na hora do almoço dele! O guia falava: Please, Mr. Lion, eat some impala!
2. Outro leão que vimos estava perto de um pessoal a pé, que tava trabalhando por ali. O guia voltou pra avisar o pessoal do leão. Momento de tensão, o leão começou a se aproximar, as mulheres começaram a se desesperar, mas na hora que os caras prepararam a espingarda, acho que o leão também se assustou com o barulho e foi embora.




*Minha lente tele objetiva fez imensa falta no dia de hoje, estou inconformada de te-la deixado em cima do sofá!

3. O elefante se refrescando no lago. Ele jogava água pra cima com a tromba. Depois chegou o amigo que também entrou no lago e a maneira como os dois interagiam era demais! Fiz uma sequência de fotos, mas aí vai uma!



Pra fechar meu segundo e último dia de game, um pôr do sol surreal.
Hoje, ultima noite, decidi encarar a casa da arvore. Doidera gente. As casas são bem isoladas, total escuridão, no meio do mato. E eu tava com um pouco de medo de dormir sozinha nessas condições, mas achei que não podia perder essa oportunidade. E agora to aqui. Por enquanto tudo bem. To ouvindo uma multidão de bichos, um tanto quanto interessante...e ainda não encontrei nenhum sapo, escorpião ou aranha no meu quarto! Detalhe que o banheiro é fora do quarto, e aberto. Sem noção a quantidade de bicho que pousou na minha cabeça enquanto eu escovava os dentes.
Tô-total-Jane.





Pessoal que fazia companhia pra gente durante o café da manhã!

Day 4


Ultimo dia de safári, ultimo dia de África. E um aperto no coração.
Hoje acordei as 5h da manha, e as 6h saímos para a Bush Walk. O guia com a espingarda na mão alertou: se a gente encontrar algum búfalo pelo caminho, por favor, não corram! O búfalo é o mais agressivo dos big 5. Mas enfim, foi uma caminhada tranqüila, sem encontros!



Depois do café da manha, saímos em direção ao Blyde River Canyon. UAU! Acho que meu vocabulário já era. Já usei todos os adjetivos da língua portuguesa pra descrever tudo o que eu vi e vivi esse mês nesse pais.
E acabou. Sem palavras. Nada é capaz de expressar esse turbilhão de sentimentos que cada minuto vivido aqui significou pra mim.

City of Johannesburg



Poderia ser o centro de São Paulo ou de qualquer outra grande cidade brasileira o centro de Johannesburg. Bastante sujo, feio, nada demais. Não criei mesmo muitas expectativas para o passeio de hoje, mas achei que era o mínimo dar uma volta pela cidade já que estou aqui!
Fui com um guia e convenci mais um canadense muito gente boa que encontrei no albergue de ir comigo. Aqui não dá pra fazer nada por conta própria porque é perigoso, mas achei meio chato esse negocio de ir com um guia, porque a gente perde um pouco a liberdade. Pedi pra parar pra tirar uma foto da ponte e o cara resolve parar no meio do lixão, onde a visibilidade da ponte era péssima. Caceta. Aí resolvi sair eu na foto pra dar uma enfeitada! kkkkkk...

Enquanto em Cape Town a gente sobe na montanha pra enxergar a cidade, aqui, a vista é do prédio mais alto da África do Sul. 50 andares. Quando chegamos lá no topo, o guia contou que o prédio tem 223 metros de altura. O Connor, esse canadense, olhou pra mim e disse: “Você pulou dessa altura? Deve ter sido divertido!” Caraca, aí que caiu a ficha, pulei mesmo da altura de um prédio de 50 andares!
Enfim, durante a tarde paramos no Museum África, bacaninha até, bastante arte africana contemporânea.



Visitamos também o Constitutional Hill, onde foi julgado e preso por um tempo Nelson Mandela. E o ponto final foi a casa de Nelson Mandela, uma big casa. Aliás, é engraçado que o centro da cidade e as townships são de terceiro mundo, mas nos bairros mais afastados é tudo tão organizado e limpinho que poderia ser a Europa ou os EUA.



Demorou, mas soube hoje o significado da bandeira da África do Sul:
- azul: Mar
- verde: a Terra
- amarelo: Ouro
- vermelho: Sangue, durante o período do Apartheid
- branco: White people
- preto: Black people

Ela é colorida. Ela é multicolor!

Welcome to Soweto!



Escutei isso algumas vezes no sábado a tarde, em Soweto!
Soweto (south western township), fica ao sul de Johannesburg, e começou como uma township para os negros durante a época do Apartheid. Muitos dos conflitos contra o Apartheid aconteceram aqui, e por isso esse lugar tem extrema importância na historia política do país.
Hoje, Soweto é uma cidade, formada por 36 townships (favelas), onde moram 4 milhões de pessoas e tem mais de 400 escolas, além de um dos maiores hospitais do mundo.
Fomos muito bem recebidos pelos moradores e as crianças nas ruas vêm correndo na nossa direção, e agarram a gente de um jeito que não tem nem como se mexer. As paradas foram para comer um pão com churrasco e tomar uma cerveja com os locais. Além de visitar um museu que conta um pouco a historia de Soweto e do Apartheid e conhecer a antiga casa de Nelson Mandela.
Curiosidade. Adivinhem o que achei aqui? Universal Chrurch of the Kingdom of God. Sim, a Igreja Universal do Reino de Deus, importada do Brasil. Dá pra acreditar? Virou multinacional.
Confesso que não tava muito inspirada para fotos hoje, pois o sono era demais!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Tchau, Cape Town!

Sexta, ultimo dia de Cape Town, pra mim e pra mais alguns brasileiros, e a Carol, (figuraça) organizadora oficial de festas, juntou mais de 25 pessoas num restaurante típico africano, com musica ao vivo e tudo. Entre essas 25 pessoas tinha gente de tudo que é lugar do mundo. Não queiram imaginar a confusão na hora de pagar a conta. Mas de qualquer forma foi muito bom.





O vôo pra Johannesburg era as 6h da manha, isso é, acabou não dando tempo de dormir.
Cheguei no aeroporto e logo encontrei o cara do transfer pra me levar pro albergue. O albergue tem um jardim bem legal, com piscina, onde agora eu to escrevendo esse texto, debaixo do sol. Mas é meio trash, o quarto, o banheiro, a cozinha...tudo sujo e mal cuidado.
Desde ontem comecei a sentir o começo do fim dessa viagem. E dá um aperto no coração! Começando pela despedida das pessoas mais do que especiais, que estiveram junto comigo nessas ultimas semanas, e que eu queria poder conviver por muito mais tempo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tenile isn't on the Table

Não deu mesmo pra subir na table mountain. Mandei mal! Mas tudo bem, fica um motivo pra voltar!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sim, tá chegando no fim!

Essa é última semana em Cape Town :( E eu to correndo pra ver as coisas que ainda faltam. Segunda dei umas voltas no Kirstenbosch National Botanic Garden, um jardim botanico que preserva e propaga espécies de plantas nativas e raras e é renomado no mundo todo. O lugar é maravilhoso, não dá vontade de ir embora. Sabe aquela locação de filmes "além da vida", que as pessoas morrem e vão pro céu? Então, é um lugar tipo céu! Paraíso.







Como eu peguei aquele busão que vai parando nos pontos principais, fui descendo pra conhecer tudo. O segundo stop foi no World's Bird. Mas nesse me decepcionei um pouco. Parecia um zoológico de passaros. Eles não tavam no habitat natural, então nada a vê. A unica coisa que valeu a pena foram os macaquinhos que subiram até na minha mochila!



Terceiro Stop, Hout Bay. Uma praia de 1 km de extensão, que fica ao lado de montanhas super altas, e é conhecido por ser um centro de pesca.







Na terça, finalmente consegui pegar o barco para a Robben Island. A ilha onde Nelson Mandela ficou preso por 18 anos, hoje é uma colônia de reprodução de aves aquáticas. O lugar, apesar de triste, é bonito, coberto por flores amarelas por todos os lados. A vista de Cape Town é espetacular. De lá, consegui perceber que não é por acaso mesmo que essa cidade está entre as 5 mais lindas do mundo. Reparem o tamanho da Table Mountain, tomando como referência os prédios que estão no pé da montanha. É muito grandioso tudo isso! Por sinal, subir na Table Mountain é a única coisa que falta fazer em Cape Town. Espero que amanhã as nuvens que costumam descansar em cima da montanha saiam pra dar uma volta! It's my last chance.









Hoje fui até a praia de Camps Bay, num momento só meu, para agradecer o presente que foi estar nesse lugar nas ultimas semanas e me despedir dessa cidade maravilhosa. Sábado tô indo pra Johannesburgo.

domingo, 1 de novembro de 2009

FIVE…FOUR…THREE…TWO…ONE…JUUUUMP!

Let’s do it, let’s do it, let’s do it, let’s do it | And do it and do it, let’s live it up

Siiiimmmm! Tirei coragem não sei de onde e pulei do maior bungee jump do mundooooo! Num lugar que sem palavras, lagrimas de emoção de tar ali.

Tudo começou na sexta depois da aula. Alugamos um carro e eu e mais 4 brasileiros saímos em direção da Garden Route, uma das estradas mais lindas da África do Sul. Detalhe: na mão britânica. Foi uma ótima experiência dirigir "aos contrário"!



Passamos a noite em Wilderness, uma cidadezinha litorânea muito acolhedora, em uma pousada mais acolhedora ainda. Saímos pra jantar e a garrafa de vinho que era para acompanhar a janta acabou se multiplicando. No final das contas foram 6 garrafas, e até trenzinho dentro do quarto do hotel a gente fez! Risadeira até às 4h da manhã!

Tonight’s the night

No sábado, às 8h já tava todo mundo de pé. Destino: Bloukrans Bridge, onde a principio, só o Arthur ia se jogar do bungy jump. Mas a gente acompanhou ele até a hora do pulo, e o negócio era tão incrível, que todo mundo mudou de idéia. Ali, a musica é altíssima e contagiante! E a gente pulou ao som de “I gotta feeling” (Black Eyed Peas), que agora é a música oficial da viagem da África do Sul 2009! Acho que a gente cantou ela pelo menos umas 187 vezes nesse final de semana.



Foi uma loucura. É impossível descrever todas as sensações disso, que começa com um pavor imeeeenso de mergulhar no nada, o barulho do vento, de repente um silêncio absoluto, e eu não sabia mais se tava flutuando de costas, de frente, de lado, e meu deus, quando aquele negócio ia parar de quicar, é uma eternidade...até que finalmente aparece o carinha de vermelho, que veio pra me resgatar! Thanks God. E ele vem cantando “I gotta feeling”. Doideeeera!
Info: 216m de queda livre a uma velocidade de 120km/h.







Enfim, a segunda noite passamos numa pousada muito doida, onde a gente pode inclusive tomar uma cerveja em volta da fogueira. De manhã partimos para o Tsitsikamma National Park e em seguida fomos até o santuário dos elefantes, onde a gente andou de elefante (sim, subi num elefante pra dar um rolé!) e deu comida pra eles. Lindos!









Get, get, get, get, get with us, you know what we say, say | Party every day, p-p-party every day